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MP investiga atendimento oferecido a gestantes e recém-nascidos na rede municipal de Três Passos

O Ministério Público (MP) de Três Passos instaurou procedimento para averiguar possíveis irregularidades no serviço de pré-natal e no atendimento a recém-nascidos oferecidos no município do noroeste do Estado. A investigação foi motivada por dois casos de bebês que morreram aguardando vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal na cidade, no mês de janeiro.

A investigação inclui o atendimento pré-natal às gestantes, uma vez que o problema pode estar relacionado ao serviço oferecido pela rede municipal.


— O acesso a um pré-natal de qualidade é talvez o principal prognóstico, fator de garantia, da saúde da criança. É nesse momento que se detecta precocemente as situações de risco e se qualifica a assistência ao parto, que são grandes determinantes à mãe e ao bebê e tem potencial de diminuir as principais causas de mortalidade materna e neonatal — avalia a ginecologista e obstetra Silvane Nenê Portela.


Mães relatam lacunas no sistema

Mulheres de Três Passos têm relatado falhas no serviço oferecido na cidade. A designer de beleza Luciele Matte, grávida de 33 semanas, relata que ainda não teve nenhuma consulta com médicos especialistas. Sofrendo contrações, e com histórico de pedras nos rins e problemas na vesícula durante a gravidez, a mãe teme a incerteza frente ao atendimento do filho.


— Eu estou até agora sem um direcionamento, e pouca informação do meu pré-natal. Não me importaria que o atendimento começasse com 28 semanas, mas se tivesse de fato acontecido, estaria mais tranquila. Porque a partir de agora ficamos mais preocupadas para saber como está o bebê. A situação é de incerteza, estou sem direcionamento e precisaria desse auxílio — relata.


O atendimento antes da 28ª semana de gestação, por exemplo, poderia ter ajudado Jéssica Fagundes dos Santos, mãe do segundo bebê a morrer aguardando leito de UTI neonatal em janeiro. No caso dela, no início do sexto mês de gravidez, começou a apresentar sangramentos e dores na barriga.


Para Jéssica, o acompanhamento especializado poderia ter auxiliado durante a gravidez:


— Assim que cheguei no hospital, na sexta-feira (26), o obstetra me examinou e viu que meu colo do útero estava totalmente aberto, que meu nenê nasceria a qualquer momento. Só ali percebi a gravidade do meu caso, e internei na emergência.


Serviço está correto, conforme Secretaria Municipal de Saúde


Questionada, a secretária de Saúde de Três Passos, Maria Helena Krummenauer, informou que a rede segue os protocolos impostos pelo Ministério da Saúde, que recomenda que as gestantes tenham acompanhamento de no mínimo seis consultas com médicos ou enfermeiros até 28ª semana.


— Após isso, elas são encaminhadas ao Hospital de Caridade, para serviço de ginecologia e obstetrícia e acompanhamento concomitante aos atendimentos da unidade de saúde — aponta.


Sobre casos de risco, Maria Helena diz que, se a equipe das unidades identificar risco ou necessidade de acompanhamento de médico especialista, as pacientes serão encaminhadas para consulta no hospital. Nos casos de alto risco, elas são encaminhadas para o serviço de referência em Passo Fundo, para realizar o pré-natal e o parto.


Investigações


Conforme o delegado Marion Volino, de Três Passos, um inquérito policial foi aberto para apurar o caso do bebê que morreu na cidade no dia 8 de janeiro. Quanto à falta de atendimento especializado de gestantes na rede, não há ocorrências ou denúncias até o momento.


Já no MP, o ofício foi instaurado para averiguar os casos dos bebês que morreram na cidade, aguardando liberação de leitos de UTI neonatal, e o serviço de pré-natal oferecido. A promotora responsável é Andressa Maurente da Costa Garcia.


Fonte: GZH Passo Fundo

Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS


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