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Gêmeas siamesas nascem em Porto Alegre: 'estamos na luta', diz pai


Sofia e Milena nasceram em Porto Alegre na tarde de terça-feira (1º) e estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital da Capital. A história das gêmeas siamesas ganhou repercussão nacional depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou à família a interrupção da gestação. Médicos acreditavam ser improvável a sobrevivência das bebês após o nascimento – opinião que se mantém diante do estado de saúde grave das duas.


"Estamos na luta. Conversamos com o médico e é complicado. Foi um parto difícil, mas a minha esposa está bem. As minhas filhas, não", conta o pai das gêmeas, Marciano da Silva Mendes.


A mãe das bebês, Lorisete dos Santos, permanece internada no Hospital Fêmina depois de passar por uma cesárea e ela está bem. Exatamente às 15h01, as meninas nasceram e logo foram levadas para a UTI, onde estão em tratamento.


"Duas pessoas em um corpo"


Lorisete conta que o primeiro ultrassom da gestação, feito há cerca de 9 meses, apontava uma gravidez de gêmeos.


"Depois, no segundo ultrassom, apareceu que elas estavam coladas, que eram gêmeas siamesas".


Os primeiros exames foram feitos em São Luiz Gonzaga, na Região Noroeste do estado, onde a família reside. Depois, Lorisete foi encaminhada para acompanhamento no Hospital Fêmina.


"Eu saí apavorada. Não sabia nem o que fazer, nem o que pensar. [No Fêmina] fizeram outro exame, e depois que analisaram bem nos chamaram, explicaram pra nós que as crianças estavam com problema, que estava tudo interligado, os órgãos, o coração, uma veia aorta ligando os corações. Cirurgia não tinha nem como pensar em fazer", conta.


Nas palavras do pai, Mendes, suas filhas "são duas pessoas em um corpo". Família está sem conseguir trabalhar.


A mãe das gêmeas, Lorisete dos Santos, é auxiliar de limpeza. O pai, Marciano da Silva Mendes, é pedreiro. Os dois, que ganham por empreitada, estão sem trabalhar por conta da situação familiar.


Lorisete deve receber alta hospitalar até o final da semana. Ela e o esposo vão permanecer em Porto Alegre acompanhando a evolução do quadro de saúde das filhas. Como residem em São Luiz Gonzaga, vão precisar arranjar hospedagem, o que impõe dificuldades financeiras, fora todo o custeio de alimentação e higiene.


Amigos e conhecidos tem ajudado. Redes sociais são usadas para divulgar formas de auxiliar o casal.


Por conta do abalo tanto financeiro quanto emocional, os dois já conversam com a Defensoria Pública sobre formas de buscar indenização pelo sofrimento que dizem estar passando. A intenção inicial é de processar o estado.


Aborto negado


Lorisete procurou a Defensoria Pública de São Luiz Gonzaga em 8 de setembro, com 25 semanas de gestação. Ela estava em posse de laudos, tanto da rede pública municipal quanto do Hospital Fêmina, que davam conta da impossibilidade de vida "extra uterina" (fora do útero, da barriga da mãe) das gêmeas siamesas.


"Eles têm compartilhamento de órgãos vitais, e a medicina então não tinha o que fazer pra garantir a vida deles", diz o defensor público que acompanha o caso, Andrey de Melo.


A situação de Lorisete não se enquadrava no artigo 128 do Código Penal, que permite o aborto em caso de risco de vida à gestante ou crime de estupro. De acordo com o STF, se há perigo de morte da gestante, os médicos seriam capazes de avaliar a situação sem decisão judicial ou consentimento da grávida. Como se reconheceu não existir risco imediato de morte dela, a Justiça negou o pedido de aborto.


"Diz respeito a essa situação de uma mulher ser obrigada a gestar duas crianças e, no momento subsequente, enterrá-las. É uma violação dos direitos humanos. Absurdo", diz Melo.


Fonte: G1/RS

Foto: Arquivo pessoal


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