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Caso Ederson: MP avalia caso como tentativa de homicídio e pede novas diligências


O Ministério Público, a partir da promotoria de justiça de Três Passos, manifestou-se nesta terça-feira (29) no âmbito do Caso Ederson, que apura um possível crime que vitimou Ederson dos Santos da Silva, de 31 anos, na noite de 2 de abril deste ano.


Ederson foi baleado pelo policial civil, Bruno Ramos Gonçalves, após um desentendimento ocorrido em frente a uma choperia, no centro de Três Passos. A promotora de justiça, Fernanda Ramires, fez um novo pedido de diligências à Polícia Civil, estipulando o prazo máximo de 15 dias para o cumprimento.


Ainda de acordo com a promotora, embora o relatório elaborado pela Polícia Civil mencione tratar-se de inquérito policial instaurado para apurar a prática de crime de lesão corporal, o caso, no entendimento do Ministério Público, na verdade trata sobre a possível prática de crime de homicídio tentado, algo defendido pela defesa de Ederson desde o início das investigações.


Defesa de Ederson avalia positivamente a decisão do MP


A defesa de Ederson, através de um de seus advogados, Gelson Tavares da Silva, comentou com a reportagem da Rádio Alto Uruguai que vê positivamente o despacho do Ministério Público, protocolado nesta terça-feira. “Ficamos felizes com o parecer da promotora. Ela verificou os autos e constatou que não se trata da tese levantada pela polícia. Desde o início a polícia levantou a tese da lesão corporal e, nós, que representamos o Ederson em sua defesa, sempre defendemos a tese da tentativa de homicídio”.


Nova mobilização de familiares e amigos está programada para o dia 8


No próximo dia 8 de dezembro, quinta-feira da próxima semana, familiares e amigos de Ederson estarão realizando uma nova mobilização para pedir justiça neste caso. A manifestação, desta vez, ocorrerá em frente ao Ministério Público de Três Passos, a partir das 18h. A iniciativa, segundo os organizadores, será para pedir que o MP dê sequência a este trabalho, já que um pedido de diligências semelhante a este já havia sido formulado anteriormente, dando prazo de 30 dias para a polícia apresentar mais elementos e provas, o que não teria sido cumprido.


“Agora, está sendo dado prazo de mais 15 dias. Não havendo manifestação, a promotora deve concluir a sua decisão e pedir o indiciamento do policial”, projeta Gelson.


Cogepol concluiu a apuração, em julho, como legítima defesa


A Polícia Civil concluiu, no final de julho, após praticamente quatro meses de apuração, o inquérito do Caso Ederson, concluindo pelo não indiciamento do policial civil envolvido no fato.


Para a Cogepol – Corregedoria Geral da Polícia Civil, órgão responsável pela investigação, haviam “elementos indicativos de legítima defesa”, fato pelo qual o policial civil, autor dos disparos que atingiram Ederson, não foi indiciado no relatório final.

De acordo com o relatório final, assinado pela delegada Cristiane Becker, responsável pela 3ª Delegacia para Assuntos Internos, da Divisão de Assuntos Internos e Feitos Especiais da Cogepol, “o policial civil não agiu como provocador e a vítima não teria acatado comandos mesmo sendo advertido com gestos, palavras e, até mesmo, disparos ao solo, como apontou laudo pericial”. Na avaliação da delegada, o policial cessou os disparos no momento em que “conseguiu repelir a investida”, não havendo, na avaliação policial, excesso na ação.


“O fato de a vítima não estar armada não descaracteriza a legítima defesa, pois havia o risco real de Bruno ser desarmado”, concluiu a delegada.


Ao longo do inquérito, diversas testemunhas do fato foram ouvidas pela Cogepol, incluindo policiais militares que atenderam a ocorrência, proprietário do bar, segurança do local e pessoas que estavam no estabelecimento e teriam acompanhado o desenrolar do episódio.


Relembre o caso


O fato apurado ocorreu por volta de 23h40min de 2 de abril de 2022. Em um incidente, nas proximidades da Biig’s Choperia, na Rua Estivalete Pires, centro de Três Passos, Ederson tentou intervir em uma discussão e foi alvejado por três disparos de arma de fogo (antes disso dois disparos foram dados contra o chão), tendo como autor o policial civil, Bruno Ramos Gonçalves, lotado na Delegacia de Polícia de Miraguaí (RS).


Bruno havia se desentendido com uma terceira pessoa, que havia sido retirado do bar após uma discussão. Após ser socorrido com gravidade, Ederson permaneceu quase um mês internado em hospital na cidade de Passo Fundo, tendo de passar por diversas cirurgias, amputar parte de uma das pernas, além de outras sequelas graves.


Desde que deu alta hospitalar, no dia 2 de maio, Ederson cumpriu uma série de procedimentos médicos e de fisioterapia. Também recebe acompanhamento de uma equipe multiprofissional, junto ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, visando o processo de reabilitação.


Fonte: Vinícius Araújo (Redação - Rádio Alto Uruguai)

Foto: Rádio Alto Uruguai


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