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Caso Ederson: Cogepol conclui inquérito e afirma que policial agiu em legítima defesa


A Polícia Civil concluiu, no final de julho, após praticamente quatro meses, o inquérito que apurou o Caso Ederson, ocorrido na noite de 2 de abril deste ano, no centro de Três Passos, concluindo pelo não indiciamento do policial civil envolvido no fato.


O caso envolve o três-passense Ederson dos Santos da Silva, de 31 anos, que acabou sendo baleado pelo policial civil, Bruno Ramos Gonçalves, após incidente ocorrido em frente a uma choperia, na Rua Estivalete Pires.


Para a Cogepol – Corregedoria Geral da Polícia Civil, órgão responsável pela investigação, “há elementos indicativos de legítima defesa”, fato pelo qual o policial civil, autor dos disparos que atingiram Ederson, não foi indiciado no relatório final. O processo, após ser remetido ao foro da comarca de Três Passos, passará agora por apreciação do Ministério Público local.


De acordo com o relatório final, assinado pela delegada Cristiane Becker, responsável pela 3ª Delegacia para Assuntos Internos, da Divisão de Assuntos Internos e Feitos Especiais da Cogepol, “o policial civil não agiu como provocador e a vítima não teria acatado comandos mesmo sendo advertido com gestos, palavras e, até mesmo, disparos ao solo, como apontou laudo pericial”. Na avaliação da delegada, o policial cessou os disparos no momento em que “conseguiu repelir a investida”, não havendo, na avaliação policial, excesso na ação.


“O fato de a vítima não estar armada não descaracteriza a legítima defesa, pois havia o risco real de Bruno ser desarmado”, conclui a delegada.


Ao longo do inquérito, diversas testemunhas do fato foram ouvidas pela Cogepol, incluindo policiais militares que atenderam a ocorrência, proprietário do bar, segurança do local e pessoas que estavam no estabelecimento e teriam acompanhado o desenrolar do episódio.


Relembre o caso


O fato apurado ocorreu por volta de 23h40min de 2 de abril de 2022. Em um incidente, nas proximidades da Biig’s Choperia, na Rua Estivalete Pires, em Três Passos, Ederson tentou intervir em uma discussão e foi alvejado por três disparos de arma de fogo (antes disso dois disparos foram dados contra o chão), tendo como autor o policial civil, Bruno Ramos Gonçalves, lotado na Delegacia de Polícia de Miraguaí.


Bruno havia se desentendido com uma terceira pessoa, que havia sido retirado do bar após uma discussão. Após ser socorrido com gravidade, Ederson permaneceu quase um mês internado em hospital na cidade de Passo Fundo, tendo de passar por diversas cirurgias, amputar parte de uma das pernas, além de outras sequelas graves.


Desde que deu alta hospitalar, no dia 2 de maio, Ederson cumpre uma série de procedimentos médicos e de fisioterapia. Também tem sido levado ao hospital de Tenente Portela, onde é acompanhado por uma equipe multiprofissional, iniciando o processo de reabilitação para, futuramente, receber uma prótese.


Fonte: Rádio Alto Uruguai

Foto: Divulgação


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