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Sítio arqueológico é identificado por pesquisadores em Frederico Westphalen


Um grupo de quatro pesquisadores, liderados pelo arqueólogo João Heitor Silva Macedo, descobriu um sítio arqueológico pré-histórico numa localidade de Frederico Westphalen, no Norte do Estado. E o que seria um mapeamento particular acabou envolvendo e contagiando os moradores de toda a cidade.


Segundo Macedo, diretor da JH Arqueologia e Gestão Cultural, o objetivo inicial era mapear a região para servir de informação para outras pesquisas desenvolvidas para clientes da empresa no Norte do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina. Porém, numa das saídas de campo, enquanto margeava o arroio Rio Pardo, na localidade Ponte do Pardo, a equipe identificou um sítio que, de acordo com o arqueólogo, tem grande potencial por apresentar artefatos em lítico (pedra lascada):


— Identificamos como instrumentos de caçadores-coletores-pescadores pré-cerâmicos, ou seja, antes dos indígenas, que podem chegar até 6 mil anos antes do presente. Ainda vamos identificar a qual grupo ou tradição pertencem.


Pelas peças encontradas, afirma Macedo, há instrumentos como biface bumerangóide e talhador, que comprovam a presença humana naquela região. A área tem aproximadamente 80 metros quadrados e fica próxima ao cemitério da localidade. Somente nela foram encontradas 56 peças. No total, pela amostragem recolhida em todo o município, já são quase 300.


O trabalho de mapeamento iniciou em novembro do ano passado, mas foi intensificado nesse mês com saídas diárias para áreas indicadas pela própria comunidade, que se interessou pelo tema. O estudo ainda não tem data para ser finalizado. Macedo explica que esta é a primeira fase do levantamento, com prospecções arqueológicas de superfície, podendo evoluir para prospecções de subsuperfície (escavações).


— As peças são apenas um indicativo do grande potencial arqueológico que o município tem. A intenção é compartilhar esta informação com a própria comunidade. Com um mapeamento cartográfico da localização destes sítios arqueológicos, podemos produzir um estudo sobre a história arqueológica do município — sustenta o arqueólogo.


Macedo explica que pretende produzir material explicativo para a comunidade, mostrando que a região já era densamente ocupada antes do período de colonização ibérica recente. A ideia é levar conhecimento às escolas, por meio de palestras, produzir uma exposição itinerante e também escrever um relatório para ser entregue à prefeitura, como forma de contribuir para a cultura de Frederico Westphalen.


O arqueólogo ainda aponta que, até o momento, o sítio arqueológico identificado por sua equipe seria o maior do município pela quantidade de peças identificadas, pois existem outros oito sítios na cidade já registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Fonte: GZH

Foto: João Heitor Silva Macedo / Arquivo pessoal

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