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Rio Grande do Sul mais do que dobra exportações de ovos no ano, com alta de 130% até novembro

O Rio Grande do Sul ampliou as exportações de ovos em 2023, superando em 130% a quantidade de produto embarcado até novembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o segundo Estado que mais exportou no acumulado do ano, com 5,8 mil toneladas enviadas ao Exterior. A receita já soma US$ 20,1 milhões, uma alta de 148% sobre 2022.


À frente no ranking dos estados, Minas Gerais exportou 8,7 mil toneladas, alta que chegou a 400% no período. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).


Na comparação mensal, o Rio Grande do Sul se destacou como o Estado que mais exportou ovos em novembro, superando em 65% a quantidade de produto embarcado no mês anterior. Foram 384 toneladas. Em receita, o crescimento foi de 29% na comparação mensal (para US$ 978 mil).


No total comercializado pelo país, as exportações quase dobraram em novembro: cresceram 99,9% ante outubro deste ano e acumulam alta de 170,5% em 2023.

A receita gerada chegou a US$ 1,9 milhão, saldo 36,4% maior que o resultado registrado em 2022, com US$ 1,4 milhão. No ano, o resultado obtido no período chega a US$ 60,7 milhões, saldo 187,4% superior ao total registrado nos 11 primeiros meses de 2022, com US$ 21,1 milhões.


Um dos motivos para tantas remessas ao estrangeiro vem da situação sanitária de países que são grandes consumidores. O Brasil vem garantindo destaque no mercado internacional de ovos desde que a gripe aviária estourou em países como Estados Unidos, Japão e Singapura, ainda no ano passado. Os focos do vírus levaram à morte de milhões de aves poedeiras nesses locais.


O Japão é o principal destino das exportações brasileiras de ovos em 2023, com 10,3 mil toneladas exportadas. O volume é 947,9% superior ao registrado entre janeiro e novembro de 2022. Na sequência está Taiwan, com 5,3 mil toneladas (e sem registros de embarques no ano anterior).


Em terceiro lugar, outro país que está despontando nas importações, o Chile, comprou 2,5 mil toneladas. O mercado chileno foi aberto ano passado, mas foi efetivado este ano, quando as empresas começaram a fechar negócios. O apetite dos chilenos pelo produto brasileiro cresceu 1.208% ante os 11 meses de 2022. Com a vantagem da proximidade logística, deve demandar volumes ainda mais significativos nos próximos anos.


A perspectiva geral, portanto, é de que a demanda das exportações siga aquecida:


— O Japão, por exemplo, um dos cinco maiores consumidores do mundo, com mais de 130 ovos por habitante ao ano, registrou gripe aviária no começo deste ano e voltou a ter casos nos últimos dias, então isso deve perdurar pelo menos até meados de maio, quando começa a esquentar no hemisfério norte e ter uma diminuição da circulação viral — projeta o diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua.


Mercado interno


Mesmo com o crescimento expressivo ao longo de 2023, as exportações de ovos representam apenas 1% da produção brasileira. Não há qualquer risco, portanto, de faltar produto no mercado nacional por causa dos embarques, reforça o diretor da ABPA. O Brasil deve fechar o ano com 52 bilhões de unidade de ovos produzidas.


Também não deve haver impacto no preço. Segundo Rua, a oscilação no valor do item tem mais a ver com o custo de produção do que com as exportações. Em 2022, a inflação dos ovos bateu 19% nos supermercados da Região Metropolitana de Porto Alegre, segundo o IBGE. Este ano, com a melhora nos custos, a proteína acumula deflação de 3,02% nos dados até novembro, também segundo o IBGE.


O consumo de ovos tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro. Seja por razão financeira, por ser uma proteína mais acessível em relação às demais, seja por uma escolha alimentar. E mesmo em cenário de aumento de custos, continua sendo uma das proteínas mais requisitadas na mesa:


— Nos últimos anos, conseguimos levar a informação verdadeira de que ovo é alimento acessível, saudável, e não é o vilão do colesterol como se pensava. Vemos o mundo todo cada vez mais ampliando este consumo porque é realmente um produto muito versátil — comenta o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos.


A média de consumo per capita no Brasil é de 250 ovos por habitante ao ano. Acima da média mundial, que é de 230 ovos por habitante no ano.


O espaço no cardápio tem tentado se adaptar, inclusive, às mudanças no perfil de consumo. No Rio Grande do Sul, embalagens com 10 unidades, e não mais a tradicional dúzia, começaram a ganhar espaço nas prateleiras dos supermercados.


— É uma questão de se adequar ao mercado. O consumidor quer ter a liberdade de comprar em menor quantidade, às vezes até já cozido, como já acontece na Europa. O próprio ovo líquido também dá opção ao consumidor que tem pressa. São adaptações na indústria que abrem a possibilidade de atender melhor o consumidor — diz Santos.


Fonte: GZH

Foto: Reprodução


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