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Operação combate lavagem de dinheiro praticada por quadrilha de Porto Alegre


A 5ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Porto Alegre deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), operação com objetivo de desarticular uma organização criminosa, que tem origem na Vila Jardim, zona Leste de Porto Alegre, e combater o delito de lavagem de dinheiro. Ao todo, estão sendo cumpridas 66 ordens judiciais que foram deferidas pela 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. Dentre as medidas, 21 mandados de busca e apreensão são cumpridos em sete cidades do RS (Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, Guaíba Sapiranga, Torres). Há ainda o bloqueio judicial de 15 contas bancárias.


Chama a atenção dos policiais civis as grandes quantias transacionadas. Nos últimos cinco anos, o grupo movimentou, por meio de diversas contas correntes, mais de R$ 600 milhões, o que demonstra a expressividade do esquema criminoso desenvolvido pelos membros desta organização criminosa.


A ação de hoje conta ainda com a participação de policiais militares lotados no Comando de Policiamento da Capital e no 20º Batalhão de Polícia Militar.


Investigação


A investigação teve início em setembro de 2021, quando, durante uma revista na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) foi encontrado, em um buraco no chão de uma das celas, um aparelho telefônico de última geração, que foi encaminhado para análise na delegacia especializada.


O apenado com quem o telefone foi encontrado é William Fernandes Carvalho, alcunhado “Boneca” ou “Barbie”. Trata-se de homem de confiança de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jakcson, um dos seus principais aliados e sócios na vida do crime. Boneca ostenta inúmeros antecedentes criminais, entre eles, chama a atenção a quantidade de anotações pelo crime de homicídio doloso – quinze (15).


Os bancos de dados comprovam a antiga ligação entre Boneca e Jackson, que são acusados de terem praticado, em conjunto, 13 homicídios. Este número ultrapassa 40, quando somamos as quantidades de homicídios que os dois possuem em suas fichas separadamente.


A fama e a influência de William e Jackson no universo do crime tiveram grande crescimento, possibilitando que os investigados alçassem os postos mais altos da quadrilha, que tinha como missão não só o tráfico de drogas, mas também o combate a uma facção radicada na Vila Bom Jesus. Somadas, as penas de William ultrapassam 200 anos de condenação, dos quais já cumpriu pouco mais de 7 anos.


Vaidoso, orgulha-se do fato de ter sido um dos indivíduos mais jovens a ter ingressado no sistema penitenciário federal, tendo sido transferido em 28 de agosto de 2018, quando tinha apenas 24 anos. Desde que retornou para o sistema estadual, o indivíduo permanece recolhido na PASC.


Em um dos áudios armazenados no celular analisado, o investigado diz a um outro integrante do grupo: “o xadrez é o método da guerra, é o método da vida. O que a gente faz? Hoje a gente não é peão, entendeu? A gente é as torre e a gente defende o rei, entendeu?”. O trecho não deixa dúvidas acerca do grau que o investigado alcançou dentro da facção.


Outro investigado desta operação é descendente da família do ex-presidente da República João Goulart. O jovem é apontado pela especializada como um dos principais homens de confiança de boneca. Conforme apurado pelos policiais, o bisneto de Jango é o responsável pelo recolhimento dos valores do tráfico de drogas e também gerencia a distribuição do arsenal bélico da facção criminosa.


Este alvo leva uma vida aparentemente normal, vivia em um prédio de classe média, utilizava veículos que não despertavam a atenção das pessoas, porém os investigadores puderam notar uma grande movimentação do carro utilizado por ele, que chegava a circular mais de 600 km em único final de semana sem sair da cidade de Porto Alegre.


Fonte: Rádio Guaíba

Foto: Raquel Barcellos / Polícia Civil


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