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Ministério da Agricultura aceita proposta do RS e amplia calendário de semeadura da soja

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acolheu proposta encaminhada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, de regionalizar o calendário de semeadura da soja, dividindo o Rio Grande do Sul em três regiões. A confirmação se deu com a Portaria SDA/Mapa nº 886, de 12 de setembro de 2023.


O texto alterou o calendário de semeadura de soja da safra 2023/2024, incluindo também os Estados do Paraná, Rondônia e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul ficaram definidas três regiões e prazos para o plantio: Região Sul-Sudeste, de 1º de outubro a 18 de janeiro de 2024, contemplando 110 dias; Região Norte-Nordeste, de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2024, possibilitando 120 dias; e Região Campos de altitude, de 1º de outubro a 8 de janeiro de 2024, com cem dias para semeadura.


A medida foi construída após diversas reuniões técnicas, inclusive durante a realização da 46ª Expointer, em busca de uma solução para os produtores, que, inicialmente, haviam perdido 40 dias para o plantio, em comparação com o período 2022/2023.


“O calendário original do Mapa indicava apenas cem dias para a semeadura da soja, de forma homogênea, o que não atendia às realidades prática e técnica do cultivo da cultura no Estado. Após muita negociação, o governo federal acenou com a regionalização e, em comum acordo, Farsul, Fecoagro, Ocergs, Fetag, Federarroz, Emater e Secretaria da Agricultura indicaram a divisão adequada das áreas do Rio Grande do Sul e o período mais indicado para cada uma delas.


Ficou bom para todos”, avalia o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Farsul), Elmar Konrad.

De acordo com o secretário da Agricultura, Giovani Feltes, em conversas com as entidades ligadas ao setor surgiu a idéia da regionalização, desde que algumas áreas que efetivamente demandam uma janela maior de semeadura, em função dos cultivos anteriores de milho e as especificidades da colheita das culturas de inverno – que têm grande importância para os produtores locais – pudessem ser observados até 120 dias de semeadura.


“O Ministério entendeu a importância de se criar condições favoráveis para o desenvolvimento do milho e da soja nas mesmas áreas, a fim de proporcionar segurança na cadeia da produção agropecuária do Rio Grande do Sul, que é afetada fortemente pela safra do milho, além de fortalecer medidas fitossanitárias e o enfrentamento da ferrugem asiática no Estado”, diz Feltes.


Para o diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), Ricardo Felicetti, a alteração do calendário beneficia não só os produtores rurais, como a economia do Estado. “Poderia haver uma redução de oferta e agravamento no abastecimento de milho, implicando importações do grão de outros Estados, o que, por sua vez, impactaria nos custos de produção da cadeia da agropecuária do Rio Grande do Sul, com reflexos na sua competitividade”, afirma, lembrando que o aumento do prazo de semeadura minimiza esses efeitos na cadeia produtiva.


Clima favorável sinaliza safras cheias no Brasil e na Argentina, com preços em baixa


A Farsul estima um pequeno aumento na área plantada com soja na safra 2023/2024, especialmente na Metade Sul, sobretudo em lavouras rotacionadas com arroz. Na região, foram plantados na safra passada 505 mil hectares de soja e 831 mil hectares de milho, no sistema sulco-camalhão.


Projeção inicial da Safras & Mercado, com base em consulta a produtores, cooperativas, corretoras de grãos e outros parceiros ligados ao setor, dão conta de que o Rio Grande do Sul deverá ter uma área de 6,6 milhões de hectares cultivada com soja, podendo chegar a 6,8 milhões de hectares. Por conta das condições climáticas favoráveis, a safra gaúcha não deverá baixar de 21 milhões de toneladas, quase um terço superior à do último período. E, no País, a expectativa é de uma produção de 163 milhões de toneladas da oleaginosa.


“Safra cheia no Brasil, aliada a uma produção também alta na Argentina, favorecida pelo El Niño, deverão colocar no mercado sul-americano uma grande oferta de soja. E, com isso, uma tendência de baixa nos preços para os primeiros meses de 2024”, projeta o analista da Safras Luiz Fernando Roque.

A tendência é de recuperação na produção do sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. Ainda que o El Niño possa gerar alguns problemas no Norte e no Nordeste, até mesmo no Centro Oeste, dificilmente a safra nacional será menor à colhida no verão passado, pondera o analista.


Segundo ele, a recuperação na produção da Argentina é o grande vetor para reduzir os preços internacionais. O país vizinho deverá sair de uma safra quebrada em 2022 para colocar pelo menos 45 milhões de toneladas no circuito, o dobro da última colheita, afetada pela estiagem.


Fonte: Jornal do Comércio

Foto: Carina Venzo Cavalheiro/Emater-RS Ascar/Arquivo


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