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Lideranças da Terra Indígena Guarita pedem medidas para redução de acidentes na ERS-330

O cacique da Terra Indígena do Guarita, Valdones Joaquim, acompanhado pelo secretário de Esportes de Redentora, Leomar Douglas Ribeiro e pelas lideranças indígenas professor Flávio Ribeiro e Gilmar Claudino, foram recebidos na tarde desta quinta-feira (14), na Secretaria Estadual de Logística e Transportes, em Porto Alegre, junto ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER.


De acordo com o secretário Leomar Ribeiro, o encontro aconteceu na Diretoria de Operação Rodoviária, onde foram recebidos pelo engenheiro Sandro Wagner Vaz dos Santos, diretor do departamento.


Segundo as lideranças indígenas ficou definido que será realizado um estudo em toda a extensão da rodovia que liga os municípios de Tenente Portela, Miraguaí e Redentora, visando a instalação de redutores de velocidade e implantação de quebra-molas como medida de urgência nos trechos próximos a comunidade indígena.


Paralelamente à agenda mantida pela comitiva indígena em Porto Alegre, ocorreu nesta quinta-feira uma manifestação na rodovia, com bloqueio da via na altura do setor Irapuá, sob o comando do vice-cacique Joel Ribeiro, retendo os veículos de meia em meia hora, como forma de chamar a atenção das autoridades com relação à falta de segurança na estrada.


Ainda, nesta quinta-feira (14), a comunidade indígena havia lançado um manifesto sobre os acidentes na ERS-330, no trecho compreendido entre os três municípios.


COMUNIDADE INDÍGENA LANÇA MANIFESTO SOBRE ACIDENTES NA ERS-330


A Comunidade da Terra Indígena do Guarita composta pelos povos Kaingang e Guarani, localizada nos municípios de Redentora, Tenente Portela e Erval Seco, divulgou manifestação pública datada de terça-feira, 12/03.


De acordo com o cacique Valdones Joaquim e o vice-cacique Joel Ribeiro de Freitas, a comunidade indígena demonstra grande preocupação com os constantes acidentes envolvendo usuários da ERS-330, sejam envolvendo pedestres, condutores de veículos automotores ou não, indígenas e não indígenas.


Segundo a nota, é de amplo e notório conhecimento os inúmeros acidentes que ocorreram ao longo das últimas décadas nesse trecho de considerável circulação de veículos e pedestres, com isso, muitos são os prejuízos suportados pelas famílias com vítimas.


Conforme a manifestação pública, o trecho possui uma extensão de aproximadamente 38 quilômetros, entre os municípios de Redentora e Tenente Portela, estando três quilômetros da rodovia dentro do território indígena.


A Terra Indígena do Guarita possui cerca de oito mil habitantes, sendo que em quase sua totalidade, essa população residente as margens da rodovia, considerada via de circulação de pedestres, ciclistas, motociclistas, veículos de passeio, veículos de carga e até máquinas agrícolas, de indígenas e não indígenas, havendo necessidade urgente de infraestrutura na referida rodovia, que é estreita, sem acostamento, com vegetação que avança sobre a pista de rolamento e que ainda, carece de manutenção contínua, tanto na pista, quanto em relação a sinalização horizontal e vertical, onde está última inexiste.


Por fim, conforme consta na manifestação pública, a comunidade indígena clama por solução, inclusive com a instalação de dispositivos de fiscalização de veículos em trechos mais críticos, ou seja, com maior circulação e maior número de ocorrências de acidentes de trânsito, também a instalação de redutores de velocidade ao longo do trecho, vem como a construção de uma pista exclusiva para pedestres e ciclistas as margens da ERS-330, além da colocação de placas de sinalização nos trechos onde a rodovia adentra ao Território Indígena, com a colocação de placas indicando a circulação de indígenas na pista.

Fonte: Rádio Alto Uruguai - com informações da Rádio Planeta FM

Foto: Rádio Planeta FM


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