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Humaitá é alvo de operação contra organização criminosa que vendia e falsificava agrotóxicos


A Polícia Civil, contando com a participação de diversos órgãos de segurança pública e fiscalização do Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, executa nesta quinta-feira (15) cerca de 160 ordens judiciais contra uma organização criminosa que comercializava e falsificava agrotóxicos de uso proibido no Brasil.


A operação policial é resultado de uma investigação que vem sendo realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga e Departamento de Polícia do Interior (DPI), os quais coordenam a Operação Hórus na Polícia Civil do RS. Participaram mais de 300 policiais e fiscais em 21 municípios dos três estados.


Foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva (chefias da organização), 55 mandados de busca e apreensão em residências e empresas (em 15 cidades do Rio Grande do Sul, 1 do Paraná e 5 na Bahia), 22 mandados de busca e apreensão de veículos (usados ou adquiridos pela organização criminosa), 37 mandados de sequestro de bens e rendas e suspensão dos CNPJs das empresas “laranjas”.

Dentre as cidades que foram alvo da operação, destacam-se: São Luiz Gonzaga, Santo Antônio das Missões, Roque Gonzales, Bossoroca, Santiago, Itacurubi, Passo Fundo, Marau, Palmeira das Missões, Nova Ramada, Santo Ângelo, Giruá, Humaitá, Tiradentes do Sul e Cruz Alta no Rio Grande do Sul; além de Marialva no Paraná; e São Desidério, Novo Paraná, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Riachão das Neves na Bahia.


A Polícia Civil confirmou que houve cumprimento de mandado em Humaitá, mas não repassou mais detalhes sobre a ação no município.


A investigação


As investigações da Draco São Luiz Gonzaga iniciaram há cerca de um ano, a partir de uma demanda da coordenação central da operação Hórus (Ministério da Justiça, em Brasília), juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do RS e Chefia da Polícia Civil, já que estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicavam que, desde meados do ano de 2021, o Rio Grande do Sul tornou-se a porta de entrada de agrotóxicos ilegais fabricados na China e na Índia, que ingressam no território brasileiro pelos países vizinhos da Argentina e Uruguai.


Tal situação, que representa enorme risco à saúde pública, ao meio ambiente e à economia local e nacional, resultou num trabalho conjunto coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que, por intermédio da Operação Hórus e Operação Controle Brasil, mapeou alguns grupos envolvidos e os pontos de ingresso dos agrotóxicos, resultando num trabalho investigativo amplo, que congregou todas as bases Hórus da Polícia Civil (São Luiz Gonzaga, Santiago, Bagé, Passo Fundo e Três Passos).


A organização criminosa tinha como sede principal a cidade de São Luiz Gonzaga e se dividia em 6 células, que eram compostas por 34 pessoas físicas e 3 pessoas jurídicas (empresas). Dois grupos menores, um deles sediado na zona rural de Roque Gonzales e outro em Humaitá, eram os responsáveis pelo fornecimento dos agrotóxicos proibidos e insumos usados na falsificação.


As demais 4 células se dividiam na falsificação dos produtos e embalagens, na venda dos agrotóxicos proibidos e na lavagem da renda do crime por meio de “laranjas”, tendo como sede principal a cidade de São Luiz Gonzaga.


No decorrer das investigações, que contaram também com a participação efetiva dos demais órgãos de segurança pública e fiscalização envolvidos na operação Hórus de grande parte do Brasil, apurou-se que a organização criminosa era chefiada por um grupo de produtores rurais e empresários, alguns deles do ramo de insumos agrícolas, sendo que alguns deles movimentaram, em poucos meses – de janeiro a agosto de 2022 – mais de R$ 25 milhões em contas bancárias de “laranjas” (empresas, parentes e amantes).


A organização criminosa enviou diversas cargas de agrotóxicos ilegais para diversos produtores rurais do Brasil, em especial Rio Grande do Sul e Bahia, sendo que lá as cargas se concentraram nas regiões de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, região que tem se destacado nacionalmente na produção de grãos, especialmente a soja.

A Draco São Luiz Gonzaga monitorou as movimentações financeiras dos investigados, constatando que grande parte do dinheiro auferido com a venda criminosa dos agrotóxicos ilegais passou pelas mãos de diversos “laranjas”, incluindo familiares, “amantes” e empresas.


Das atividades empresariais usadas para a lavagem da renda do crime, destacaram-se uma conhecida loja de roupas de grife, uma empresa do ramo de insumos agrícolas e uma pequena empresa de fabricação de “cucas” (pães doces), todas localizadas em São Luiz Gonzaga.


Agentes envolvidos na operação

No Rio Grande do Sul, além de 125 policiais civis, participaram policiais e agentes da Brigada Militar, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Rodoviária Federal, Batalhão de Operações Especiais, Ministério da Agricultura, Receita Federal, Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e Instituto-Geral de Perícias.


No Paraná e na Bahia participaram a Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério da Agricultura.


Fonte: Rádio Alto Uruguai

Fotos: Divulgação/Polícia Civil


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