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Culpado ou inocente, não tem volta - Entrelinhas


Ao poder de fazer valer o direito de alguém, impor o cumprimento do dever de alguém, punir a inobservância de um dever ou a consequência desse descaso dá-se o nome de justiça.


E cabe a ela, a justiça, prezar pela imparcialidade para garantir decisões equilibradas e “justas”, fazendo valer o que discorre a lei que rege a ação humana, ditada e consolidada pela própria humanidade, bem como a comprovação de cada fato e/ou alegação.


Entretanto, quando o caso envolve 242 mortes e outras centenas de vítimas, bem como milhares de pessoas envolvidas como família, parentes e amigos, a justiça tem em suas mãos um trabalho árduo e complexo.


De um lado alguns empresários, músicos e instituições conectadas àquela noite trágica de 27 de janeiro de 2013 (ressaltando que alguns nem estão no banco dos réus) representando os possíveis culpados. De outro, centenas de famílias que tiveram suas histórias alteradas por perdas irreversíveis.


Simplesmente posicionar-se sobre o que houve na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria-RS, é, no mínimo, ignorar o bom senso e a percepção da amplitude que a tragédia teve ou tem. Já refletir é implícito. É preciso pensar sobre, sim. E é compreensível exigir-se justiça. A sociedade se mobiliza em busca dessa justiça toda vez que algo ocorrido choca, fere, comove, indigna, revolta. Cobram-se ações, punições, medidas que impeçam repetir-se o fato gerador da mobilização.


Na capital gaúcha seis homens e uma mulher foram selecionados para o conselho de sentença e terão a função de decidir: culpados ou inocentes? E que função ingrata se retrata esta, quando decidir sobre algumas vidas não pode fazer o tempo voltar, desfazer o que está feito, preencher o vazio deixado em tantos corações.


A única certeza é a tristeza disseminada em todos nós, por esta e tantas outras tragédias que levaram inocentes para sempre, carregando sonhos, esperança e expectativas. Quem dera as lições geradas impedissem pra sempre novos episódios de tamanha consternação, todavia é perceptível que não são celas que fazem esse milagre e sim algo chamado responsabilidade.

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