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Condenado pela morte do filho, Leandro Boldrini se classifica para fazer residência médica

Leandro Boldrini, condenado pela morte do filho, Bernardo, foi selecionado para uma vaga no programa de residência médica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), mantido pela UFSM. O médico foi chamado pelo edital do processo seletivo na terça-feira (12) e deveria confirmar a vaga até esta quarta (13).


Boldrini, que cumpre pena no regime semiaberto no Presídio Regional de Santa Maria, se inscreveu para a residência em cirurgia do trauma. Apesar da condenação, não há nenhuma restrição legal que impeça que ele exerça a medicina.


O advogado de Boldrini, Ezequiel Vetoretti, disse ao g1 que "o fato diz respeito à assunto pessoal" do cliente. O Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) preferiu não se manifestar sobre o caso. A RBS TV procurou o HUSM, mas não obteve retorno até a atualização mais recente desta reportagem.

Até a atualização mais recente desta reportagem, não havia confirmação de que Boldrini teria efetuado a inscrição. As atividades do programa de residência começam na sexta-feira (15).


Em janeiro, Boldrini já tinha tentado ingressar na residência médica em coloproctologia, também pela UFSM. O médico ficou em quarto lugar – havia somente uma vaga em disputa.


Leandro Boldrini foi condenado a 31 anos e 8 meses de prisão pela morte do filho. O crime ocorreu em abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do estado. Relembre o caso abaixo.


Relembre o caso

Bernardo Boldrini, na época com 11 anos, foi dado como desaparecido em abril de 2014. O corpo do menino foi achado em Frederico Westphalen, no Norte do estado, a 80 km de Três Passos.


Na mesma noite em que o corpo foi encontrado, a polícia prendeu o pai, a madrasta e a amiga do casal. Órfão de mãe, o garoto se queixava de abandono familiar.


O MP denunciou os investigados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver.


Julgamentos

O primeiro júri do Caso Bernardo ocorreu em março de 2019. Na ocasião, Leandro foi condenado ao lado dos outros três réus – a madrasta do menino, Graciele Ugulini; a amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz; e o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz.

Contudo, o pai conseguiu a anulação da primeira sentença em dezembro de 2021. Os desembargadores do Tribunal de Justiça consideraram que houve disparidade de armas entre a acusação e a defesa, o que acabou beneficiando Leandro.


O novo júri foi realizado em março de 2023. Dessa vez, o médico Leandro Boldrini foi condenado a 31 anos e oito meses de prisão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e por falsidade ideológica. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.


A madrasta Graciele Ugulini ainda cumpre pena em regime fechado no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Ela só terá direito ao regime semiaberto em 2026 e à liberdade condicional em 2035.

A amiga Edelvânia Wirganovicz cumpre pena em regime semiaberto. Como há falta de vagas nos presídios do RS, ela está em prisão domiciliar e usa tornozeleira eletrônica desde outubro de 2023.


Evandro Wirganovicz cumpriu a pena de nove anos e meio de prisão, extinta em janeiro deste ano, e está solto.


Fonte: G1RS

Foto: TJRS

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