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Caso Ederson: Família diz que policial deveria ser afastado durante as investigações


Após ficar um mês hospitalizado, o três-passense Ederson dos Santos da Silva, de 31 anos, popularmente conhecido como Farofinha, recebeu alta do Hospital de Caridade de Três Passos, na tarde de segunda-feira (02). Ele havia retornado para a cidade na sexta-feira, dia 29 de abril, vindo de Passo Fundo, onde ficou internado no Hospital de Clínicas.


Ederson foi baleado na noite de 2 de abril, durante um incidente nas proximidades da Biig’s Choperia, na rua Estivalete Pires, no centro de Três Passos. Ele foi alvejado por três disparos de arma de fogo, quando tentava separar um princípio de desentendimento entre outras duas pessoas (incluindo o seu agressor). O autor dos tiros é um policial civil, lotado na cidade de Miraguaí.


Após ser socorrido em um primeiro momento para o hospital de Três Passos, Ederson teve que ser levado imediatamente para Passo Fundo, em estado grave, onde passou por cerca de sete cirurgias neste período, tendo de amputar uma das pernas.


Tio de Ederson, o advogado Gelson Tavares da Silva está representando juridicamente o seu sobrinho e acompanhando de perto toda a apuração deste caso.


Em entrevista exclusiva à Rádio Alto Uruguai, na tarde desta segunda-feira (02), data em que se completou um mês do fato, Gelson deu uma ótima notícia: Ederson ganhou alta hospitalar nesta segunda, e seguirá sua recuperação de casa, demonstrando uma importante evolução clínica.


Nos primeiros dias após a ocorrência, quando o caso ainda estava sendo conduzido pela delegacia regional da Polícia Civil, sediada em Três Passos, Gelson relata que estava com um pouco mais de facilidade para acompanhar o andamento das investigações e diligências. Entretanto, o caso, por envolver um policial civil da ativa, foi repassado à Corregedoria Geral da Polícia Civil (Cogepol) sediada em Porto Alegre. “Quando o inquérito passou à corregedoria passei a ter maior dificuldade de retorno para os meus requerimentos e na produção de provas”.


Um dos fatos que mais revolta a família, de acordo com Gelson, é a permanência do policial que atirou contra Ederson em suas atividades profissionais, na cidade de Miraguaí. “O mínimo que deveria ter acontecido é o afastamento dele, pelo menos durante o período de investigação”, avalia o advogado. Ele também diz que, a partir do relato de testemunhas, fica configurado que o policial sequer tentou prestar socorro à vítima, pedindo que terceiros ligassem para a equipe de socorro. “Primeiro ele estava ligando para os seus superiores, para livrar a pele dele, para depois prestar os primeiros socorros”, afirma o advogado. Segundo o advogado, testemunhas teriam dito que o policial, após desferir os tiros, chegou a dizer que Ederson já estava morto.


Em razão destes relatos, Gelson discorda frontalmente do enquadramento criminal que o caso vem tendo. A investigação vem sendo conduzida como crime de lesão corporal grave. Porém, a defesa de Ederson garante que, a partir das informações prestadas até o momento, trata-se de um crime de tentativa de homicídio. “Em momento algum o meu sobrinho [Ederson] levantou a mão pra ele, exceto quando levantou as mãos pra cima ao ele puxar a pistola”, relata Gelson.


Caso o inquérito seja concluído, mantendo-se a tese de lesão corporal grave, Gelson disse ter esperança de que o Ministério Público avalie de forma diferente e conclua que os fatos referem-se a uma tentativa de homicídio.


A demora na oitiva de testemunhas também tem preocupado o defensor de Ederson. Segundo ele, ainda restam seis ou sete testemunhas para serem ouvidas, e a família clama por celeridade nesta apuração. “Este caso não pode cair no esquecimento”, afirma.


Gelson aproveitou a entrevista para também agradecer a todos os familiares, amigos e pessoas da comunidade que estão se solidarizando com Ederson, de variadas maneiras. Na sexta-feira, quando ele retornou para Três Passos, de ambulância, vindo de Passo Fundo, uma carreata com cerca de 50 veículos, recepcionou o três-passense na entrada da cidade, acompanhando ele até o Hospital de Caridade, onde também se formou um grande grupo de pessoas, aplaudindo e desejando força a Ederson em sua recuperação.


Fonte: Rádio Alto Uruguai

Foto: divulgação



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