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Caso Bernardo: Promotora do caso Kiss irá atuar em novo júri de Leandro Boldrini em Três Passos


Uma das promotoras mais experientes em sessões do Tribunal do Júri no Estado foi convocada pelo Ministério Público para atuar na acusação no novo julgamento de Leandro Boldrini, réu pela morte do próprio filho, Bernardo, em Três Passos, em abril de 2014. Diretora da Promotoria do Tribunal de Júri de Porto Alegre, a promotora Lúcia Helena Callegari vai atuar ao lado do promotor Miguel Germano Podanosche.


Callegari esteve na acusação em julgamentos emblemáticos no Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2021, esteve no júri que condenou os quatro réus da Boate Kiss, o maior em tempo de duração da história do tribunal gaúcho — que depois viria a ser anulado.


Também esteve à frente da reviravolta na investigação da morte do então secretário de saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, em 2010. Inicialmente tratado com latrocínio (roubo com morte) pela Polícia Civil, a acusação entendeu que houve um assassinato encomendado. Os júris do caso só foram concluídos em dezembro de 2022.


Como será o julgamento


O médico Leandro Boldrini será o único réu julgado no novo júri, com início na próxima segunda-feira (20) e previsão de durar até quatro dias. Em 2019, Boldrini foi condenado a 33 anos e oito meses de prisão pela morte de Bernardo. Em dezembro de 2021, o Tribunal de Justiça anulou a condenação e determinou que uma nova sessão fosse realizada, mas manteve a prisão do réu. Os outros três réus não serão julgados novamente.


Na nova sessão, os trabalhos serão comandados pela juíza Sucilene Engler Audino. O primeiro ato será o sorteio dos sete jurados dentre os 50 convocados para compor o Conselho de Sentença. Em seguida, serão ouvidas 10 testemunhas (cinco de defesa e cinco de acusação) e, ao final, o réu será interrogado. Assim como em 2019, Boldrini deve negar envolvimento no crime.


— A defesa do réu é muito simples: mostrar a verdade, qual seja: Leandro não mandou matar o filho — disse o advogado Rodrigo Grecellé Vares.


Ao fim da instrução, inicia a fase de debates, com uma hora e meia para acusação e defesa apresentarem suas teses. Depois, se o Ministério Público assim optar, inicia a réplica de uma hora, seguida de mesmo tempo para tréplica da defesa.


O advogado de Boldrini diz que encara o júri “com serenidade”:


— Com a certeza de que em igualdade de condições com a acusação e dentro de um julgamento sem qualquer vício, como ocorreu no anterior, Leandro será inocentado de todas as acusações que pesam contra ele.

Após conclusão dos debates, os jurados se reúnem para votar se condenam ou absolvem o réu e por quais crimes. A sentença, então, será lida pela juíza.


A situação dos demais réus


Graciele Ugulini – condenada a 34 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado, está presa no Presídio Feminino Madre Pelletier com previsão de progressão para o semiaberto em 2026


Edelvania Wirganovicz – condenada a 22 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado, cumpre pena no regime semiaberto no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre


Evandro Wirganovicz – condenado a 9 anos e 6 meses em regime semiaberto e atualmente em liberdade condicional


Relembre o caso


Em 14 de abril de 2014, aos 11 anos, Bernardo Uglione Boldrini foi encontrado morto, após 10 dias desaparecido. O corpo do menino estava em um matagal, dentro de um saco, enterrado na localidade de Linha São Francisco, em Frederico Westphalen.


Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de um ano, no município de Três Passos. O pai chegou a afirmar que o garoto havia retornado com a madrasta de uma viagem a Frederico Westphalen, no dia 4, quando teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo.


O menino deveria voltar no final da tarde do dia 6, o que não ocorreu. Após os 10 dias de investigações, foram presos o pai, a madrasta e uma amiga dela. Em 10 de maio foi preso o irmão de Edelvânia, Evandro.


Além do assassinato, Leandro e Graciele também foram acusados de cometer violência psicológica e humilhação contra o menino, em razão de vídeos e áudios mostrados no processo.


Fonte: GZH

Foto: Ascom / MP-RS / Arquivo


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