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Após passar em seleção, Leandro Boldrini se matricula para residência médica em hospital de Santa Maria

O médico Leandro Boldrini, condenado pela morte do filho, Bernardo Uglione Boldrini, em 2014, remeteu a documentação necessária para confirmar a participação no programa de residência médica no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) na quarta-feira (13). Ele foi um dos classificados para realizar a pós-graduação na instituição, mantida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ele se inscreveu para a residência em cirurgia do trauma. As atividades começam nesta sexta (15).


Segundo a assessoria do Hospital, agora é preciso que o apenado se apresente para começar a trabalhar. Até o final da noite de quinta-feira (14), ele não havia comparecido ao local. GZH procurou a Comissão de Residência Médica (Coreme) para esclarecer os fatos sobre o edital e a participação do apenado no programa, mas não obteve retorno.


Atualmente, Leandro Boldrini cumpre pena no regime semiaberto no Presídio Regional de Santa Maria e mesmo com a condenação, não há restrições legais que o impeçam de exercer a medicina. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) foi procurado e não quis se manifestar sobre o caso.


Segundo a defesa do médico, apesar de não utilizar tornozeleira eletrônica e mesmo estando em regime semiaberto, Boldrini poderá, por exemplo, trabalhar em períodos de plantão, quando necessário. No entanto, será preciso uma autorização judicial para o apenado se dedique a atividade.


Leandro Boldrini cumpre pena de 31 anos 8 meses pela morte do próprio filho, em 2014. Na época, Bernardo tinha apenas 11 anos.


Relembre o caso

O menino foi dado como desaparecido em abril de 2014. O corpo dele foi achado em Frederico Westphalen, no Norte do RS, a 80 km de Três Passos.


Na mesma noite em que o corpo foi encontrado, a polícia prendeu o pai, a madrasta e a amiga do casal. Órfão de mãe, o garoto se queixava de abandono familiar.


O MP denunciou os investigados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver.


Julgamentos


O primeiro júri do Caso Bernardo ocorreu em março de 2019. Na ocasião, Leandro foi condenado ao lado dos outros três réus – a madrasta do menino, Graciele Ugulini; a amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz; e o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz.

Contudo, o pai conseguiu a anulação da primeira sentença em dezembro de 2021. Os desembargadores do Tribunal de Justiça consideraram que houve disparidade de armas entre a acusação e a defesa, o que acabou beneficiando Leandro.


O novo júri foi realizado em março de 2023. Dessa vez, o médico Leandro Boldrini foi condenado a 31 anos e oito meses de prisão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e por falsidade ideológica. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.


A madrasta Graciele Ugulini ainda cumpre pena em regime fechado no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Ela só terá direito ao regime semiaberto em 2026 e à liberdade condicional em 2035.


A amiga Edelvânia Wirganovicz cumpre pena em regime semiaberto. Como há falta de vagas nos presídios do RS, ela está em prisão domiciliar e usa tornozeleira eletrônica desde outubro de 2023.


Evandro Wirganovicz cumpriu a pena de nove anos e meio de prisão, extinta em janeiro deste ano, e está solto.


Fonte: GZH

Foto: TJRS


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