Saúde – Vamos falar sobre HPV?

 

Foto: Divulgação/SES

O Papiloma Vírus Humano genital é uma doença sexualmente transmissível bem comum no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), surgem 18 mil casos novos de câncer de colo uterino a cada ano, com 4 mil mortes de mulheres por esse tipo de câncer. Das mulheres que possuem câncer de colo de útero 99% foram infectadas por esse vírus.

Já em relação aos homens, segundo as projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) são registrados em média 5 mil casos de câncer de pênis anualmente. Deste total, 1000 resultam em amputações totais ou parciais e o HPV está presente em 30% dos casos de câncer de pênis

São mais de 100 tipos identificados pertencentes a família do vírus HPV, que causam câncer de colo de útero, vagina, vulva, região anal, e pênis. Os tipos 16 e 18 são os de maior risco para o câncer invasivo de colo de útero (70% dos casos no mundo). Enquanto os tipos 6 e 11 estão relacionados aos condilomas acuminados em 90% dos casos – espécie de verrugas genitais, com aspecto de couve flor – que acometem a região genital tanto feminina quanto masculina, podendo ser aparente ou não (região intraepitelial).

O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa do desenvolvimento do Câncer de colo do útero.

A vacinação contra o HPV entrou no calendário básico de vacinação do adolescente para ambos os sexos a partir de 2017, uma conquista para a sociedade em relação a prevenção do agravo.

Está acontecendo em todo o território brasileiro:

Devem procurar as unidades de saúde, acompanhados dos pais ou com termo de autorização, meninas de 09 anos a 14 anos, 11 meses e 29 dias, e meninos de 11 anos até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A vacinação é feita com 2 doses em um intervalo de 6 meses entre elas.

A vacina contra o HPV é composta pelos 4 principais tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18. A vacina é altamente segura para quem a recebe, fabricada a partir do vírus inativo, ou seja, partículas de vírus morto, que NÃO CAUSAM A DOENÇA.

O custo dessa vacina é de aproximadamente R$ 350 reais na rede privada, enquanto está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS. Mas é importante que sejam feitas as duas doses da vacina, para poder garantir a resposta imunológica adequada.

A escolha pela faixa etária dos adolescentes foi determinada em função de que, nesta etapa da vida, as crianças que estão se tornando adultos, ainda não tiveram contato com o vírus, o que vai garantir que este adolescente torne-se imune antes da exposição.

Vale lembrar que tanto meninos quanto meninas estão suscetíveis ao contato com o vírus, ao iniciarem sua vida sexual. Portanto a vacinação precoce a este momento é fundamental.

ATENÇÃO PAIS! Não deixem que seus filhos percam a oportunidade de receber essa proteção para a vida toda. “Quem ama protege. Não deixe que seu filho faça parte das estatísticas!”

Fonte: Setor de Imunizações 19ª CRS

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