Livre arbítrio cauteloso - Por Marlene Staub
ENTRELINHAS | 03/08/2016 | 08:43 | 8062 visualizações
Por Marlene Staub | marlenestaub@hotmail.com
Imagem meramente ilustrativa / Foto: Reprodução Blog Liberte Sua Mente
Homo sapiens sapiens, aquele que sabe que sabe. É o que somos: uma espécie distinta das demais, num reino chamado Animalia. Aula de Biologia? Não. Um ponto de partida para refletir questões que incomodam. Mas incomodam diferentemente cada indivíduo.

Se “sabemos que sabemos”, então cabe a nós utilizar tal sabedoria, com sabedoria. O fato é que nem sempre acertamos, ou melhor, erramos muito pra acertar melhor.

Esse é o ponto. Um fato ocorre, atrai atenções e faz brotar diferentes emoções. Os diretamente envolvidos sofrem, os mais próximos confortam, os distantes apenas tomam conhecimento e uma parcela específica apedreja. É a hora da revanche? Do quê? O que incomoda ou incomodou? Alegria demais? Beleza demais? Sucesso demais? Oportunidades demais? Dinheiro demais? Amigos demais? Inteligência demais? Dedicação demais? Sorte demais? Ou nada demais?

Numa sala de aula, por exemplo, é muito comum que os melhores alunos sofram discriminação por parte de alguns colegas, sendo que estes ficam atentos a qualquer deslize para provar que “afinal, ele não era tão perfeito assim”.

Lembrando que “ninguém é perfeito” e esta sim é a máxima perfeita, somos certamente aprendizes da vida, do começo ao fim, e tropeçar faz parte do nosso crescimento, do nosso aprimoramento. Portanto, não nos desqualifica permanentemente, não subtrai todo o valor já conquistado, não finaliza ou anula os atributos positivos.

Já o ato de apedrejar, ofender, insultar, muitas vezes de forma vazia e com argumentos falhos, se assemelha a uma disputa um tanto absurda quando se trata dos que “sabem que sabem”, pois competir até é normal, mas pisotear quem experimenta uma derrota chega a ser cruel. Ferir quem já está ferido demonstra frieza moral, o que mais uma vez destoa do conceito de espécie atribuído à humanidade.

Somos o que somos, mas podemos ser cada dia melhores, ou não, afinal livre arbítrio é um dom, é só escolher e seguir adiante. Todavia, pensar duas vezes as escolhas (ou três, quatro,...) poderá fazer significativa diferença na sua vida e na dos outros e pensar no outro é ser HUMANO.

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